quarta-feira, 24 de outubro de 2012

PORQUE AS ABELHAS SUMINDO ?

As abelhas estão desaparecendo da Terra
Ter, 16 de Outubro de 2012 02:21


As abelhas estão sumindo, e sua extinção é real.  O fenômeno é global. Nos últimos anos houve um declínio acentuado e preocupante das populações de abelhas no planeta – algumas espécies já estão extintas e outras chegam a apenas 4% da população original. O desaparecimento começou na Europa, mas hoje afeta profundamente a segunda potencia da apicultura depois da China, os Estados Unidos, que já perderam entre 50% e 90% das abelhas de um total de 2,4 milhões de colônias comerciais, cada uma com cerca de 30 mil abelhas, ou seja, 25% do que existia em 1980.
O desaparecimento das abelhas também foi constatado na Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Na região da Áttica, Grécia, no ano passado morreram 6.000 colônias por neonicotinóides, com os quais foram pulverizados tamareiras em floração, para combater o Rynchophorus ferrugineus. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas pelo país.
O desaparecimento das abelhas está intrigando cientistas do mundo todo, e a “Desordem do Colapso das Colônias”, faz parte do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Até agora, ninguém conseguiu explicar por que os insetos têm perdido a orientação e deixando de voltar para suas colmeias.
Cientistas vêm lutando para encontrar as respostas. Estudos apontam que as causas podem estar num conjunto de fatores como a radiação de telefones celulares e linhas de transmissão de alta-voltagem, aquecimento global, o uso de transgênicos e modificações genéticas, monoculturas, vírus, fungos e pesticidas.
De acordo com o jornal inglês The Independent, a radiação dos celulares poderia estar interferindo no sistema de navegação das abelhas, e desorientadas, não conseguiriam mais voltar para suas colmeias. Além disso, citou pesquisas alemãs que apontaram mudanças de comportamento das abelhas nas proximidades de linhas de transmissão de alta tensão.
Como o sistema de orientação das abelhas funciona por meio dos olhos, elas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colmeias, assim, o aumento na incidência de raios ultravioletas poderia ser uma das causas da desorientação.
O uso de transgênicos e modificações genéticas como uma das causas. Há uma intensa utilização das variedades transgênicas do tipo Bt (gene resistente a insetos que contém partes do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis), colocando-o no segundo lugar dos transgênicos mais cultivados do mundo, perdendo somente para a soja. Vários países já proibiram o uso do transgênico Bt.  O Peru proibiu a variedade da batata transgênica Bt, em razão do país ser o centro de origem e biodiversidade desta cultura. O México vetou totalmente o plantio e consumo do milho Bt pelas mesmas razões. O governo grego tomou a mesma decisão, estendendo a proibição a 20 variedades do milho Bt, alegando risco de ameaça à espécie humana, à vida silvestre e à indústria de criação de abelhas, pois as abelhas coletam o pólen da flor masculina do milho, o pendão. O Brasil, por sua vez, vem aprovando sistematicamente a liberação dos transgênicos Bt.
Culturas de vegetais geneticamente modificados (GM, em inglês) contem um poderoso micróbio que é ingerido pelas abelhas, podendo agravar a saúde dessas polinizadoras.
Cada vez mais as abelhas apresentam deficiências nutricionais devido à falta de uma dieta diversificada causada pelas dezenas de milhões de hectares de monocultura, notável também na qualidade do mel produzido.
Diana Cox-Foster, especialista em abelhas da Pennsylvania State University dirige suas pesquisas nas hipóteses mais prováveis: vírus, fungo e pesticidas.
De acordo com a revista científica americana Science, o desaparecimento das abelhas pode estar relacionado com o vírus IAPV (sigla em inglês) de origem israelense, que causa uma paralisia profunda nas polinizadoras.
Pesquisas realizadas na Universidade de Columbia mostraram que o mesmo fungo que aparece nos humanos portadores de HIV-positivo ou câncer, foi encontrado em abelhas que tiveram o sistema imunológico afetado.
Atualmente comprova-se que os agrotóxicos mais contribuem para a dizimação dos polinizadores do que proteger as plantações das pragas. Um estudo independente produziu evidências fortes apontando os agrotóxicos neonicotinóides como um dos grandes responsáveis pela extinção das abelhas. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, baniram alguns destes produtos que matam abelhas.
Num último esforço para salvar seu habitat, algumas abelhas selam as células da colmeia que contêm quantidades excessivas de pesticidas, mesmo assim, essas colônias acabam morrendo.
A solução não será fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o agrotóxico é “altamente tóxico” e representa um “grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)”.
Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência das multinacionais fabricantes de agrotóxicos químicos sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais protagonistas dessa causa – apicultores e agricultores – querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos ou pelo menos que os laboratórios apresentem evidências sólidas comprovando que eles são totalmente seguros.
Quando a vida de abelhas operárias de uma colônia é afetada, há muitas abelhas mortas dentro  e/ou em torno da colmeia. Na questão atual, simplesmente elas estão desaparecendo. Ainda não foi encontrada uma causa específica sobre a real causa do problema. Alguns cientistas, por outro lado, minimizam o problema. O professor emérito de entomologia da Oregon State University, Michael Burgett, diz que as grandes baixas em abelhas poderiam simplesmente ser um reflexo de picos populacionais, como houve no final dos anos 70 num fenômeno similar a este.
Mas não se trata de uma simples repetição. A novidade é que, desta vez, o problema está aparecendo ao mesmo tempo em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil.
O colapso de reação em cadeia pode facilmente levar ao fim da Era dos Mamíferos, semelhante ao final da era dos dinossauros há 65 milhões de anos atrás.
Esse artigo se refere às abelhas do gênero Apis mellifera (abelhas do Reino, abelhas europeias, abelhas africanas, abelhas africanizadas, nomes que dá a esse gênero de abelhas no Brasil).
Colaboração: Nikolaos A. Mitsiotis- apicultor e pesquisador -  nikeeper@terra.com.br
(BOX)
BRASIL
As primeiras notícias sobre o fenômeno do desaparecimento das abelhas foram recebidas como uma espécie de enredo de um novo filme de ficção científica. Mas o problema tornou-se muito real. Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia). Agora, o problema também está no Brasil, particularmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde os apicultores registraram perdas de 25% na produção de mel.
Matéria publicada no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, afirma que o desaparecimento das abelhas já é motivo de grande preocupação entre apicultores dos dois Estados. E o desaparecimento vem acompanhado de outro problema: as abelhas que permanecem nas colmeias estão morrendo infectadas por diversas doenças. Em depoimento ao jornal, o apicultor e pesquisador Leandro Simões, de Campo Alegre, diz que nunca viu algo parecido em 35 anos de profissão.
Mas essas informações se referem às colônias de abelhas africanizadas que vivem em colmeias nos apiários, porém não sabemos se foi constatado nas colônias que vivem fora do controle do homem, em refúgios naturais, e são em número dezenas de vezes superior ao das que vivem em apiários.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

MELIPONÁRIO DA RESERVA NATURAL SERRA DAS ALMAS CRATEÚS/CE.


O Meliponário da Reserva Natural Serra das Almas
Após percorremos mais de 490km de Mossoró/RN até Crateús/CE, finalmente chegamos a Reserva Natural Serra das Almas. A reserva é mantida pela Associação Caatinga e é considerada pela UNESCO como Posto Avançado da Reserva da Biosfera, devido ao modelo inovador de conservação da Caatinga desenvolvido em conjunto as comunidades do seu entorno.


Reservas da Biosfera são áreas de ecossistemas terrestres internacionalmente reconhecidas pela UNESCO que possuem três importantes funções: conservação, devenvolvimento e apoio logístico às áreas protegidas.


São 6.146 hectares de área protegida que resguardam três nascentes e espécies ameaçadas de extinção. Aqui são desenvolvidas atividades de pesquisa científica, recreação e visitação escolar, além de projetos de educação ambiental e desenvolvimento sustentável junto às comunidades do entorno, combinando preservação com geração de renda e melhoria de qualidade da vida local.




Nossa visita tinha por objetivo montar o meliponário que há meses vinha sendo projetado para alocar 200 colônias de Jandaíra. A entrega das primeiras colônias, que serão mantidas pela Associação dentro da reserva  no intuito de devolver à região uma espécie que atualmente não é mais encontrada naturalmente, foi realizada sob clima de muita alegria pela concretização de um sonho.

Aqui as Jandaíras serão multiplicadas e as colônias filhas serão doadas aos moradores das comunidades assistidas pela Associação, em regime de parceria. O meliponário da reserva tem por objetivo servir de fonte para pesquisas científicas, inspiração para projetos de educação ambiental e acima de tudo, preservação de uma espécie que a cada dia vendo sendo ameaçada.


Distante 100 metros da sede, caminhando na antiga trilha do açude, chegamos ao Meliponário construído de alvenaria em padrões ecologicamente corretos.



O Meliponário é, na minha humilde opinião, o sonho de qualquer meliponicultor. Construído para suportar tranguilamente 400 colônias, está margeado num raio de 10 km em plena mata de caatinga que ao longo dos últimos dez anos vem sendo recuperada pelos esforços da Associação Caatinga.



Construído em formato de heptágono (7 lados), foi pensado para que todo o trabalho com as abelhas fosse desenvolvido dentro das instalações do meliponário. O telhado é uma obra de arte a parte, feito de maneira a sustentar toda a estrutura circular. Possui ótima bancada interna, tela de proteção, iluminação interna e externa e uma pia para lavagem de materiais e utensílios de manejo.



Assim que chegamos as caixas foram postas nas prateleiras e passei as primeiras orientações sobre o processo de soltura das abelhas que ocorreria nos dias seguintes, pois quando estamos diante de tantas colônias reunidas em um novo local é preciso que a liberação das abelhas seja feita aos poucos para evitar tumulto e briga entre as campeiras.



Ainda no primeiro dia conferimos algumas colônias para verificar se tinham chegado bem. A viagem longa na carroceria do carro deixa as abelhas irritadas, mas tudo estava em perfeita ordem, graças ao Grande Arquiteto Do Universo.



Mesmo cansados, todos nós estavamos muito felizes em poder contribuir com um projeto tão importante para as nossas abelhas nativas. Estamos plantando muitas sementes nesse sertão e esperamos que, mesmo diante de tantas adversidades, as próximas gerações possam collher os frutos desses pioneiros.

No dia seguinte, após uma noite muito tranguila nas dependências da sede da reserva, tomamos um café maravilhoso típico do Sertão. Ainda muito cedo, por volta das 5:30h da manhã, me dirigi ao meliponário para soltar o restante das colônias.




Assim que retiramos as telas, as abelhas saiam as centenas realizando, imediatamente, o voo de reconhecimento na nova morada. me sentei junto a velho tronco de angico e fiquei a observar a festa. No início da manhã foi aquela agitação, mas no decorrer do dia todas foram se achando e a harmonia voltou a reinar.


Ainda pela manhã fui conhecer alguns dos vários projetos que são realizados pela Associação. Entre eles está um lindo trabalho de reflorestamento da mata de caatinga, com as mudas de espécies nativas que são criadas em viveiros e estufas da reserva.

 No total, são mais de 40 espécies de árvore da caatinga que são cultivadas para  replantio de áreas degradadas. Ganhei de presente quatro mudas de Ipê roxo e amarelo. Irei plantá-las em Taboleiro Grande-RN, ao lado da antiga Casa Grande, em Homenagem ao Velho José Carneiro, meu querido avô, a quem devo o gosto pelas abelhas Jandaíra. Sei que onde ele estiver, certamente, está muito feliz pela continuação de nosso trabalho.


Sai da reserva com uma imensa vontade de ficar encantado com tudo que vi. Agradeço imensamente a Associação Caatinga, na pessoa de sua Coordenadora Railda Machado, pela maravilhosa oportunidade de conhecer e agora participar de um dos vários projetos realizados pela entidade. Nos próximos dias ocorrerão as primeiras capacitações com os moradores das comunidades locais para formação de novos meliponicultores. 

Mossoró-RN, em 10 de setembro de 2012.


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão



A Reserva Particular do Patrimônio Natural Serra das Almas, mantida pela Associação Caatinga,  é reconhecida, pela Unesco, como Posto Avançado da Reserva da Biosfera por abrigar uma representativa parte da caatinga no sertão de Crateús-CE. São 6.146 hectares de área protegida que resguardam três nascentes e espécies ameaçadas de extinção. São desenvolvidas atividades de pesquisa científica, recreação e visitação escolar, além de projetos de educação ambiental e desenvolvimento sustentável  junto às comunidades do entorno da reserva, combinando preservação ambiental com geração de renda e melhoria da qualidade de vida local.
RNSA (CRIAÇÃO, HISTÓRIA, ATIVIDADES/PROJETOS DESENVOLVIDOS DENTRO E FORA) –
A Associação Caatinga é uma organização não governamental cearense, sem fins lucrativos, desde 2004, qualificada, pelo Ministério da Justiça, como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), na qual tem por a missão conservar a biodiversidade da Caatinga.
A instituição foi criada em 21 de outubro de 1998, a partir da visão privilegiada de um cidadão norte-americano, Sr. Samuel Johnson (in memoriam), então presidente da SC Johnson, empresa multinacional que utilizava a cera da Carnaúba como principal matéria prima para produzir alguns de seus produtos.
Em 1998, Samuel Johnson refez a viagem que seu pai o Sr. H.F. Johnson (in memoriam), realizara em 1935: a Expedição Carnaúba. A bordo de um hidroavião, partiu da Flórida (EUA) com destino ao Brasil, visitando vários Estados dentre eles o Ceará, a fim de conhecer de perto as regiões de carnaubais.
Samuel Johnson ficou encantando com a beleza da Caatinga, sobretudo com a palmeira Carnaúba. Com o intuito de ajudar na preservação deste bioma, resolveu doar um recurso, de sua fortuna pessoal, instituindo o Fundo Samuel Johnson, gerido pela The Nature Conservancy (TNC), com a finalidade de adquirir uma relevante área de Caatinga no Ceará, para transformá-la em uma unidade de conservação, bem como fundar uma instituição local que pudesse gerir esta área e fomentar a preservação da Caatinga.  Com este propósito surge a Associação Caatinga!
A partir de 1999 foram adquiridas algumas fazendas no Município de Crateús (CE) e em 2000 a Reserva Natural Serra das Almas foi reconhecida pelo IBAMA como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Atualmente são 6.146 ha de área protegida.
Ao longo de seus mais de 13 anos de atuação, a Associação Caatinga tem desenvolvido projetos que visam contribuir com a preservação da Caatinga. Dentre eles, destacam-se as ações diretamente voltadas para as comunidades que moram no entorno da Reserva Natural Serra das Almas, propiciando uma convivência mais sustentável e harmônica com a Caatinga, através da implementação de tecnologias sustentáveis como, por exemplo, a meliponicultura (criação de abelha Jandaíra), construção de cisternas de placas, produção de mudas nativas da Caatinga, restauração florestal de áreas degradadas, curso de produção de artesanatos e de sabonetes, fomento ao protagonismo juvenil através de capacitações diversas e inserção ao mercado de trabalho, tendo sempre como premissa a educação ambiental dos beneficiários de seus projetos.
A Associação Caatinga também tem fomentado a criação e o apoio na gestão de RPPN’s aumentando a proteção da Caatinga.
Destaca-se também a atuação da Associação Caatinga na promoção de políticas públicas, tendo colaborado ativamente para a implementação do Programa Selo Município Verde e o ICMS Socioambiental, ambos no Estado do Ceará, que são importantes ferramentas em prol da valorização da Caatinga cearense.

Visão geral da reserva
Saiba Mais sobre a Reserva Natural Serra das Almas:





Localizada no Sertão dos Inhamuns, no município de Crateús (Ceará) e Buriti dos Montes (Piauí), numa área classificada pelo Ministério do Meio Ambiente como de alta importância para a conservação, a Reserva Natural Serra das Almas tem uma área de 6.146 hectares que abrigam uma amostra significativa da flora e fauna da Caatinga.
A sede da reserva fica a 50 km da cidade de Crateús (385 Km de Fortaleza) sendo este percurso percorrido em 1 hora e 15 minutos em média.

Localização da Reserva

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CAIXA RACIONAL PARA REPRODUÇÃO DE MAMANGAVAS (XYLOCOPA FRONTALIS)


Colonização e biologia reprodutiva de mamangavas (Xylocopa frontalis) em um modelo de ninho racional

Colonization and reproductive biology of carpenter bees (Xylocopa frontalis) in a model of rational nesting box


José Hugo de Oliveira FilhoI; Breno Magalhães FreitasII, 1,III
IEngenheiro Agrônomo, MSc IIEngenheiro Agrônomo, PhD, Professor da Universidade Federal do Ceará, (UFC). E-mail:freitas@ufc.br IIIDepartamento de Zootecnia, UFC, CP 12168 Campus do Pici, 60021-970, Fortaleza–CE





MAMANGAVA MACHO                                          
                              MAMANGAVA FÊMEA




RESUMO
As mamangavas (Xylocopa spp.) são importantes polinizadores, mas o seu criatório para introdução em áreas agrícolas tem sido dificultado pelo hábito de nidificação dessas abelhas. Propostas de ninhos racionais, que possibilitem a observação do seu interior, manejo e transporte para os pomares, não têm sido bem aceitas pelas abelhas. O presente trabalho testou a colonização e biologia reprodutiva das mamangavas em um modelo sugerido por FREITAS & OLIVEIRA (2001). O resultado mostrou colonização por X. frontalis em taxas entre 18,75 e 52,22%, com 3,0 a 4,7 ninhos povoados por caixa. A arquitetura dos ninhos construídos foi semelhante ao observado em ninhos silvestres e o ciclo de ovo a adulto levou, em média, 45,58 dias. A relação macho/fêmea das crias foi de 0,60 : 1,00. Conclui-se que o modelo de caixa racional testado apresenta boa aceitação por X. frontalis e não afeta a biologia reprodutiva dessa abelha.
Palavras-chave: mamangava, criatório racional, polinização, manejo de abelhas.

ABSTRACT
Carpenter bees (Xylocopa spp.) are important pollinators, but rearing them for introduction in agricultural areas has been difficult because of their nesting behavior. Models of rational nesting boxes, which allow observing their interior, manipulating the nests and transporting them to the orchards, have not been accepted by the bees. The present work tested colonization and reproductive biology of carpenter bees in a model of nesting box suggested by FREITAS & OLIVEIRA (2001). Results showed 18.75 to 52.22% colonization by X. frontalis, with 3.0 to 4.7 nests founded per box. Architecture of the nests built in the rational rearing boxes was similar to that observed in wild nests, and the cycle from egg to adult took an average of 45.58 days. The offspring ratio male/female was 0.60 : 1.00. It is concluded that the model of rational nesting box tested is well accepted by X. frontalis and does not affect negatively the reproductive biology of this bee species.
Keywords: carpenter bee, rational rearing, pollination, bee management.



INTRODUÇÃO
As mamangavas (Xylocopa spp.) são abelhas de porte avantajado que desempenham importante papel polinizador em diversas espécies vegetais de flores grandes, sejam elas silvestres como a castanheira-do-Pará (Bertholletia excelsa Humb & Bonpl.) ou cultivadas como o maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims. f.flavicarpa Deg.) (CORBET & WILLMER, 1980).
Estas abelhas nidificam escavando galerias em troncos de árvores mortas, galhos ou qualquer tecido vegetal já relativamente seco, sem fendas ou rachaduras (CAMILLO & GARÓFALO, 1982; CAMILLO et al., 1986). Algumas espécies também podem nidificar em tecidos vegetais vivos (HURD, 1978). Tal comportamento de nidificação tem criado dificuldades para o uso das mamangavas como agentes polinizadores em áreas agrícolas, uma vez que não permite o manejo racional dos ninhos.
Porém, há uma grande necessidade de estudos que venham a possibilitar a criação artificial das mamangavas, fornecendo aos produtores agrícolas, tanto os insetos quanto informações sobre o manejo adequado (RUGGIERO, 2000). Dessa forma, tentativas têm sido feitas visando criar mamangavas para introdução em áreas cultivadas. Ninhos-armadilhas confeccionados em gomos de bambu (Bambusa sp.) ou vigotas de Pinus sp. têm sido usados para criar mamangavas com a finalidade de polinização em pomares de maracujá (CAMILLO, 1998; 2000). Propostas de formas de criação de mamangavas que permitam o manejo das abelhas foram feitas por MARDAN et al. (1994), que sugeriu o uso de blocos retangulares de madeira mantidos lado a lado. Esses, uma vez colonizados pelas mamangavas, poderiam ser remanejados da maneira mais conveniente ao criador. MARDAN (1995) propôs a colocação de blocos de madeira montados em molduras dentro de caixas retangulares para que funcionassem como uma colméia. FREITAS & OLIVEIRA FILHO (2001) apresentaram um modelo de ninho para o criatório de mamangavas que se assemelha à colméia Langstroth e que permite manejar racionalmente essas abelhas para serviços de polinização.
O presente trabalho testou a aceitação, por parte das mamangavas, do ninho descrito por FREITAS & OLIVEIRA FILHO (2001) e estudou os hábitos de nidificação e reprodução dessa abelha no referido ninho, comparando-os ao observado na natureza.

MATERIAL E MÉTODOS
A pesquisa foi conduzida nos municípios de Fortaleza e São Luís do Curú, ambos no Estado do Ceará, utilizando-se o modelo de ninho racional para mamangavas descrito por FREITAS & OLIVEIRA FILHO (2001). Trata-se basicamente de uma colméia padrão Langstroth usada na criação de Apis mellifera, cujos quadros foram adaptados para nidificação de Xylocopa spp., de forma que cada um constitui um ninho independente (Figura 1). Devido à espessura dos quadros, cada caixa pode comportar nove ninhos de mamangava.


O quadro ou ninho verdadeiro é composto por uma barra superior que dá sustentação à tábua de madeira morta e seca que serve de substrato para a nidificação de Xylocopa. O substrato é protegido em cada lado por uma lâmina de vidro, cujas funções são delimitar o espaço lateral para construção das galerias e permitir a visualização da família. O ninho é completado por uma barra inferior que dá sustentação e mobilidade às lâminas de vidro, e serve de encaixe para a cunha de madeira que tem a função de entrada do ninho, conforme apresentado nafigura 1.
Povoamento espontâneo dos ninhos racionais por mamangavas.
Os dados foram coletados de abril a dezembro de 1999 em Fortaleza e, em São Luís do Curú, as mesmas informações foram obtidas entre abril e dezembro de 2000.
Em Fortaleza, trinta caixas racionais para mamangavas foram instaladas a 2m de altura no galpão do apiário da Universidade Federal do Ceará. Simultaneamente, dez troncos de árvores mortas contendo diversos ninhos silvestres de mamangavas foram colocados de forma intercalada entre as caixas racionais. A partir de então, a saída de fêmeas jovens desses ninhos em busca por novos locais para nidificação e o povoamento das caixas racionais foi monitorado. Em relação às caixas racionais, coletaram-se informações especialmente a respeito do comportamento de abordagem, aceitação e taxa de sucesso de nidificação.
Nas observações conduzidas a campo, em São Luís do Curú, utilizaram-se três propriedades nas regiões distritais do referido município, todas contendo no mínimo 1ha cultivado com o maracujá-amarelo. Nessa fase do experimento, 16 caixas racionais foram alocadas a campo, sendo que uma fazenda recebeu seis e, as demais, cinco caixas cada uma.
As caixas foram instaladas de forma aleatória dentro do plantio, sobre mourões com altura de 2,5m, fixados ao solo, ficando posicionadas acima da altura do segundo arame de sustentação da espaldeira do pomar. Não houve introdução de ninhos silvestres povoados com mamangavas próximos às caixas, como foi feito em Fortaleza. A partir da instalação, até o fim do experimento de campo, foram feitas observações diárias nas caixas acompanhando o povoamento dos ninhos para obter informações que permitissem determinar a taxa de aceitação e nidificação.
Biologia reprodutiva das mamangavas nidificando nas caixas racionais.
Essa etapa foi conduzida tanto em Fortaleza quanto em São Luís do Curú, a partir do experimento de nidificação descrito anteriormente. Dessa forma, após a confirmação da ocupação de cada ninho e coleta dos dados referentes ao seu povoamento e à espécie de Xylocopa que o fundou, fazia-se o registro da nidificação e se passava a acompanhar diariamente a família, coletando dados sobre o período de desenvolvimento, relação entre machos e fêmeas produzidos nos ninhos povoados, arquitetura e dimensões dos ninhos; reutilização dos ninhos, e pragas e inimigos.

RESULTADOS
Povoamento espontâneo das caixas racionais por mamangavas
O povoamento espontâneo das caixas racionais aconteceu tanto em Fortaleza quanto em São Luís do Curú. Em ambos os casos, apenas abelhas da espécie X. frontalis inspecionaram e colonizaram as caixas. A mamangava fêmea, em busca de local para nidificação, aproximava-se da caixa e começava a revoar ao seu redor examinando as condições antes de pousar. A abordagem sempre ocorria próximo às cunhas de entrada dos quadros, demonstrando a atração que essas estruturas exercem sobre as mamangavas. Após revoá-las, a fêmea pousava próximo ou diretamente na abertura de uma delas e explorava o seu interior, podendo começar a escavar o ninho imediatamente ou após alguns minutos ou horas. Nesse caso, a fêmea saía da cunha de entrada e repetia seus vôos de inspeção naquela mesma cunha, e nas dos quadros vizinhos antes de decidir-se definitivamente por iniciar a escavação.
O povoamento foi observado em todas as caixas colocadas em Fortaleza e São Luís do Curú, atingindo uma média de 4,7 e 3,0 ninhos por caixa, respectivamente. Cada ninho foi construído em um quadro independente, não havendo, portanto, nenhum quadro povoado com mais de um ninho. Não houve desistência de ninhos, e todos os quadros nos quais observaram-se escavações apresentaram ninhos com crias em seu interior. Considerando o número de ninhos disponíveis para nidificação, o povoamento variou de 18,75% em São Luís do Curú a 52,22% em Fortaleza.
Biologia reprodutiva das mamangavas nidificando na caixa racional
O período médio de desenvolvimento de ovo a adulto das mamangavas produzidas na caixa racional foi observado em São Luís do Curú e durou cerca de 45 dias, sendo aproximadamente 5 dias como ovo, 15 dias como larva e 25 dias no estágio de pupa (Tabela 1). Os ninhos de Fortaleza produziram 21 machos e 26 fêmeas, apresentando uma relação macho/fêmea de 0,82 : 1,00, em São Luís do Curú foram gerados 04 machos e 10 fêmeas, atingindo 0,40 : 1,00. Considerando as duas localidades, a média geral foi de 0,60 : 1,00.


O estudo da arquitetura dos ninhos construídos na caixa racional para mamangavas mostrou que eles são formados por um sistema de galerias que tem início na parte externa do ninho, com a porção já previamente escavada dentro da cunha de entrada. A partir do ponto em que a cavidade pré-escavada da cunha entra em contato com a tábua de madeira interna do quadro, a mamangava escava um curto túnel com inclinação entre 30 e 45°. Esse túnel, que se abre em uma câmara interna, é construído obedecendo à mesma direção e sentido da entrada da cunha. A partir da câmara interna, surgem as galerias com células horizontais em suas extremidades, nas quais a mamangava realiza sua postura e produz suas crias.
A primeira galeria comumente possui apenas duas ou três células, e a segunda normalmente é mais curta, embora possa conter duas células, e é construída na direção oposta à primeira. A segunda galeria também inicia-se a partir da câmara interna, a qual se torna maior com o aumento no número de galerias do ninho. Como o número de células por galeria é pequeno, o mesmo ninho pode apresentar uma terceira, e até uma quarta galeria, construídos pela mesma fêmea. Essas galerias são feitas acima das anteriores, iniciando-se também na câmara central do ninho e seguindo o mesmo padrão anterior: a terceira no mesmo sentido da primeira e também comportando duas a três células e a quarta, acima da segunda com até duas células. Caso o ninho venha a ser reutilizado por uma ou mais filhas, ou alguma outra mamangava, esse padrão normalmente é obedecido, com as novas proprietárias escavando suas próprias galerias e células ou aumentando as galerias já existentes. As medidas médias das principais estruturas dos ninhos de mamangavas na caixa racional encontram-se na tabela 2.


Os dados coletados na caixa racional mostraram que as mamangavas X. frontalis praticamente não enfrentaram problemas com pragas e inimigos. Por outro lado, a mortandade de crias no período de ovo a adulto foi de 17,6% e relacionou-se a problemas específicos da caixa racional. Essa mortandade ocorreu apenas durante a fase de larva, sendo 6,0% devido a danos causados ao lacre das células durante a manipulação dos quadros e 11,6% a ataques de formigas, principalmente Camponotus sp., que construíram seus ninhos entre a lâmina de vidro e a tábua de madeira colocada como substrato de nidificação para as mamangavas. Cuidados na manipulação dos quadros e combate à Camponotus sp. podem reduzir a mortandade, consideravelmente.
Considerando as crias adultas, verificou-se, em certas épocas do ano, a ocorrência de indivíduos com asas atrofiadas. Embora essa má formação não tenha impedido a sobrevivência da larva, ela faz com que o adulto morra quando ele tenta fazer seu primeiro vôo, pois não consegue mais retornar ao ninho. As causas desse fenômeno precisam ser melhor estudadas, pois aparentemente está relacionado com a falta de alimento no campo já que sempre ocorreu quando as floradas estavam em seu final.

DISCUSSÃO
O modelo de ninho racional testado foi capaz de atrair as mamangavas, levá-las à nidificação e à produção de crias com sucesso. Quase todos os parâmetros avaliados nesse estudo, como a forma de abordagem, taxa de colonização, tempo de desenvolvimento das crias, relação macho-fêmea produzida e reutilização dos ninhos apresentaram resultados semelhantes ao descrito na literatura para nidificação em condições silvestres ou em ninhos-armadilhas (CAMILLO, 1979; CAMILLO & GARÓFALO, 1982; CAMILLO et. al., 1986; O´TOOLE e RAW 1991; SIHAG, 1993a,b; CAMILLO, 1998).
Apenas no que se refere à arquitetura dos ninhos e pragas e doenças foram observadas algumas diferenças entre a nidificação das mamangavas nos ninhos racionais e na natureza. No caso da arquitetura dos ninhos, embora ela seja parecida com a dos ninhos silvestres, e corresponda em parte ao descrito por CAMILLO & GARÓFALO (1982) para ninhos de X. frontalis e X.grisescens, uma diferença marcante residiu no fato de que os ninhos selvagens são quase sempre construídos na vertical e, quando o substrato permite, apresentam arquitetura tridimensional (CAMILLO, 1979). Mesmo assim, os ninhos da caixa racional, predominantemente horizontais e construídos em um único plano devido às limitações impostas pela tábua de madeira e as lâminas de vidro, não fogem a situações vividas pelas abelhas na natureza na qual se pode encontrar com certa freqüência ninhos horizontais e bidimensionais em função do substrato em que a mamangava nidifica.
No que se refere a doenças e inimigos, apesar da literatura (HURD, 1978) relatar a existência de parasitismo em larvas de X. frontalis e X. grisescens pelo besouro Cissites maculata, nenhum caso foi observado. Já a mortandade das larvas, esta pode ser reduzida consideravelmente com maiores cuidados na manipulação dos quadros e combate à Camponotus sp..

CONCLUSÃO
Conclui-se, portanto, que os hábitos de nidificação e reprodução das mamangavas no modelo testado são semelhantes ao observado na natureza, podendo o mesmo ser usado com sucesso para o criatório de mamangavas. Porém, há a necessidade de avaliar se o seu uso em áreas agrícolas contribui para aumento de produtividade das culturas, uma vez que o maior interesse no criatório de mamangavas reside na utilização dessas abelhas como agente polinizador.

terça-feira, 24 de julho de 2012

IBAMA SEGUE DIRETRIZES DE POLÍTICAS PÚBLICAS DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA) VOLTADAS PARA A PROTEÇÃO DE POLINIZADORES.







Brasília (19/07/2012) – Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (19/07) um comunicado do Ibama que dá início formal ao processo de reavaliação de agrotóxicos associados a efeitos nocivos às abelhas. Quatro ingredientes ativos que compõem esses agrotóxicos serão reavaliados: Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil. O primeiro a passar pelo processo de reavaliação será o Imidacloprido, que é a mais comercializada destas quatro substâncias. Só em 2010, empresas declararam ao Ibama a comercialização de 1.934 toneladas de Imidacloprido, cerca de 60% do total comercializado destes quatro ingredientes.

Esta iniciativa do Ibama segue diretrizes de políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) voltadas para a proteção de polinizadores. As diretrizes do MMA acompanham a preocupação mundial sobre a manutenção de populações de polinizadores naturais, como as abelhas. A decisão do Ibama se baseou em pesquisas científicas e em decisões adotadas por outros países.

Estudos científicos recentes indicam que o uso destas substâncias é prejudicial para insetos polinizadores, em especial para as abelhas, podendo causar a morte ou alterações no comportamento destes insetos. As abelhas são consideradas os principais polinizadores em ambientes naturais e agrícolas, e contribuem para o aumento da produtividade agrícola, além de serem diretamente responsáveis pela produção de mel.

Como medida preventiva, o Ibama proibiu provisoriamente a aplicação por aviões de agrotóxicos à base de Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil em qualquer tipo de cultura. O uso de inseticidas que contem esses ingredientes ativos por meio de aplicação aérea tem sido associado a morte de abelhas em diferentes regiões do país, o que motivou a proibição.

No prazo de três meses as empresas produtoras de agrotóxicos devem incluir uma frase de alerta para o consumidor nas bulas e embalagens de produtos que contenham um ou mais dos compostos químicos destacados na portaria. A mensagem padrão informará que a aplicação aérea não é mais permitida e que o produto é tóxico para abelhas. Além disso, constará da mensagem que o uso é proibido em épocas de floração ou quando observada a visitação de abelhas na lavoura.

Segundo o coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, Márcio de Freitas, “ as medidas adotadas pelo Ibama visam proteger este importante serviço ambiental de polinização, que comprovadamente aumenta a produtividade agrícola. O intuito da reavaliação é contribuir para agricultura e apicultura brasileiras.” Das 100 culturas agrícolas produzidas que representam 90% da base de alimento mundial, cerca de 70 % são polinizadas por abelhas, completou o coordenador-geral.

Ao final do processo de reavaliação, o Ibama poderá manter a decisão de suspensão da aplicação por aviões destes produtos, ou revê-la. Caso o resultado dos estudos indiquem, o instituto poderá adotar outras medidas de restrição ou controle destas substâncias.


Veja aqui a norma publicada no DOU

Confira a frase de advertência que deverá ser incorporada às bulas e embalagens do produtos que contém Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil:

“Este produto é tóxico para abelhas. A aplicação aérea NÃO É PERMITIDA. Não aplique este produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades.”

Talitha Monfort Pires
Ascom Ibama
Foto: Andrej Gogala

terça-feira, 8 de maio de 2012

MEL DE ABELHAS MATA SUPERBACTÉRIAS


                                   
Pesquisadores australianos ficaram surpresos ao descobrir uma cura para tudo debaixo de seus narizes - um mel vendido em lojas de alimentos saudáveis ​​como um medicamento natural.Longe de ser um alimento de saúde obscura com qualidades curativas duvidosas, uma nova pesquisa mostrou o mel mata cada tipo de bactéria os cientistas têm jogado nele, incluindo os resistentes a antibióticos "superbactérias" que assola os hospitais e matando pacientes em todo o mundo. Algumas bactérias se tornaram resistentes a todos os medicamentos comumente prescritos antibacteriano. Mas os cientistas descobriram que o mel Manuka, como é conhecida na Nova Zelândia, ou arbusto de geléia, mel, como é conhecido na Austrália, matou cada bactéria ou patógeno foi testado.É aplicado externamente e atua sobre infecções de pele, mordidas e cortes. O mel é distintivo em que se trata apenas de abelhas se alimentam de árvores nativas de chá para a Austrália e Nova Zelândia, disse Dee Carter, da Universidade de Sydney Escola de Biociências e Molecular Microbiana. Os resultados são susceptíveis de ter um grande impacto sobre a medicina moderna e poderia conduzir a uma gama de produtos à base de mel para substituir cremes de antibiótico e anti-séptico.Duas Professor Carter filhos, Marty, 8 e Nicky, 6, acho que é engraçado a maneira como sua mãe coloca o mel em suas feridas. Mas ela jura por ele, contando histórias de como rapidamente ela cura qualquer infecção. "Querida soa muito caseiro e não científica, que é por isso que precisamos da ciência para validar as afirmações feitas por ele", disse ela.As propriedades curativas de vários tipos de mel são conhecidos por culturas indígenas durante milhares de anos, e vestir feridas com mel era comum antes do advento dos antibióticos. "A maioria das bactérias que causam infecções em hospitais são resistentes a pelo menos um antibiótico, e há uma necessidade urgente de novas formas de tratar e controlar infecções de superfície", o professor disse Carter."Novos antibióticos tendem a ter vida útil curta, como as bactérias que atacam rapidamente tornar-se resistente. Muitas grandes empresas farmacêuticas abandonaram a produção de antibióticos por causa da dificuldade de recuperação dos custos. Desenvolvimento de alternativas eficazes poderiam, portanto, salvar muitas vidas. "Professor Carter disse que a coisa fascinante foi que nenhum dos pesquisadores bactérias usados ​​para testar o mel, incluindo superbactérias, como carne comedores de bactérias, construído de qualquer imunidade. Ela disse que um composto no mel chamada metilglioxal - tóxico por si próprio - combinados em caminhos desconhecidos com outros compostos não identificados no mel de causar "falha do sistema multi-" nas bactérias.Os resultados do projeto de pesquisa são publicados no Jornal Europeu deste mês de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas.Fonte: http://www.theaustralian.com.au


MEL DE ABELHAS SEM FERRÃO USADO PARA TRATAR CATARATACromatografia Líquida-Tandem Mass Spectrometry Analysis permite a caracterização simultânea de C-glicosil e O-glicosil flavonóides em méis de abelhas sem ferrãoJ Chromatogr A, 22 jul 2011A análise dos fitoquímicos presentes em amostras de mel da abelha sem ferrão tem sido uma tarefa difícil devido às pequenas quantidades de amostras disponíveis e à complexidade da composição fitoquímico que combina com frequência glicósidos de flavonóides e agliconas.Amostras de mel produzida a partir de espécies na Venezuela Melipona foram analisados ​​utilizando uma combinação de extração de fase sólida e metodologias HPLC-DAD-MSn/ESI com estudo específico dos iões de fragmentos produzidos a partir de glicósidos de flavonóides. As análises revelaram que os flavonóides glicosilados foram os constituintes principais.As amostras de mel analisadas continha um padrão consistente de flavonóides composto por flavonas-C-glicosídeos, flavonóides-O-glicosídeos e agliconas de flavonóides. A análise HPLC-DAD-MSn/ESI eo estudo dos iões fragmento obtido permitiu a caracterização e quantificação para o primeiro tempo de cinco apigenina-di-C-glicósidos, e dez a quercetina, kaempferol e isoramnetina O-(di-glicosídeos e tri-glicosídeos), ea pinobanksin agliconas, a quercetina, kaempferol e isoramnetina nas diferentes amostras.Este é o primeiro relatório de flavonóides C-glicosídeos no mel.Os resultados mostram que o teor de flavonóides-glicosídeos (valores médios de 2712μg/100g) em méis meliponíneos é consideravelmente mais elevado do que o conteúdo de agliconas de flavonóides (valores médios de 315μg/100g). Isso difere de estudos anteriores sobre méis de Apis mellifera que mostraram consistentemente conteúdo aglicona muito mais elevado e menor teor de glicosídeo flavonóide.A ocorrência de quantidades relevantes de glicosídeos flavonóides, e particularmente de C-glicosídeos, em méis de abelhas sem ferrão pode ser associado com os seus putativos propriedades anticataract.Fonte: http://apitherapy.blogspot.com/2011/08/stingless-bee-honey-used-to-treat.html

APITOXINA ESTÁ SENDO USADA PARA O COMBATE DE RUGASSer picado por uma abelha para fazer você parecer mais jovem?Pode não parecer atraente, mas o veneno está sendo saudado como milagre tratamento anti-envelhecimento. Os cientistas descobriram que pode impulsionar o colágeno - que dá a pele sua elasticidade jovem e torná-lo menos suscetível a danos do sol. As máscaras faciais contendo veneno de abelha tem sido uma moda celebridade por muitos anos disponíveis apenas em salões e spas.Agora, a faixa de pele contendo primeira é bater a rua após 12 anos de nova gama research.The foi concebido pelo coreano cientista Dr. Sang Mi Han para a beleza da Nova Zelândia empresa Doctor Manuka que serão estocados em lojas de Holland & Barrett, da segunda-feira.A empresa afirmam que é "a melhor alternativa ao botox -. Em um frasco 'Foi revelado no ano passado que Camilla, a duquesa da Cornualha tinha 55 £ tratamento facial veneno de abelha em um salão, e Dannii Minogue também é dito ser um ventilador.Anteriormente disponível apenas como um tratamento salão exclusivo, a nova gama de cinco produtos começa em £ 16,99 para o hidratante facial e limpeza de espuma, £ 18,99 para soro tratamento da pele, £ 24,99 para a reparação de creme para a pele, e R $ 49,99 para uma máscara facial rejuvenescedora.Os produtos são referidos como tendo um efeito 'formigueiro suave' sobre a pele. Eles aparentemente enganar o corpo em pensar que tenha sido picado, o que faz com que ele direcionar o sangue para a área afetada e estimula a produção de produtos químicos de ocorrência natural de colágeno e elastina, que mantêm a pele firme.Dr. Han, pesquisador da National Coréia do Sul Academia de Ciências Agrícolas, publicou uma pesquisa que sugere que pode também aumentar o número de células chamadas queratinócitos, que funcionam como uma barreira contra os fatores ambientais, tais como bactérias, perda de água e danos causados ​​pelo sol ...O veneno de abelha foi usado em aplicações médicas desde os tempos antigos. Ele também contém uma proteína chamada Apamin que relaxa os músculos e é usado em um tratamento da artrite chamado apiterapia, e para aliviar os sintomas da distrofia muscular e esclerose múltipla.Fonte: http://www.dailymail.co.uk/

APITOXINA ESTÁ SENDO UTILIZADA EM PESQUISA COM CÉLULAS NERVOSAS

Cientistas da Universidade de Bristol e da Universidade de Liege da Bélgicadesenvolveram uma maneira de projetar drogas para atingir as células nervosas específicas no cérebro. Usando uma toxina natural encontrada no veneno de abelha, os pesquisadores foram capazes de bloquear os diferentes tipos de canais de SK, parte do "circuito" do cérebro de canais iônicos que controlam o fluxo de íons de sódio, potássio e cálcio.

Neil Marrion, professor de neurociência da Universidade de Bristol, disse que parte da dificuldade no desenvolvimento de drogas para direcionar processos celulares tem sido de que muitos tipos de células compartilham os mesmos canais iônicos"É provável que os nervos diferentes têm canais SK feitos a partir de subunidadesdiferentes. Isto significaria que o desenvolvimento de uma droga para bloquear um canal feito de apenas uma proteína de canal SK não vai ser terapeuticamente útil, massabendo que os canais são formados por subunidades SK múltiplas será a chave ", explicou.

As conclusões do estudo pode levar a medicamentos que são projetados parabloquear os canais de SK que são feitos de mais de um tipo de subunidade, quepoderiam ser úteis na orientação sintomas de depressão e demência. Enquanto isso, cientistas da Universidade Estadual do Arizona têm vindo a estudar o papel das viasde insulina e proteínas parceiras no desenvolvimento das abelhas-mestras.

Fontehttp://www.mediplacements.com

CIENTISTAS DA NASA USAM ABELHAS PARA ESTUDAR A MUDANÇA CLIMÁTICAAs estimativas são de que há algo entre seis e dez milhões de espécies de insetos do planeta, mas poucos são tão carismático como o mel de abelha.Parte de uma ordem de insetos alados chamado Hymenoptera, as abelhas são mais conhecidos por serem produtores prodigiosos de mel, a substância âmbar doce que produzem por parte digerir e repetidamente regurgitando o néctar rica em açúcar encontrado no interior das pétalas de plantas com flores. Eles também são os burros de carga do sistema industrial, agrícola moderno, invocada para polinizar plantações de amêndoas que vão às melancias para pêssegos. E eles são mesmo dançarinos notáveis ​​capazes de realizar uma série de complexos "sacudir" danças para se comunicar.
E agora - graças a um projecto inovador concebido por Wayne Isaías, um veterano oceanógrafo da NASA Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland - as abelhas têm ainda outra função: a de coletores de dados climáticos.Quando a busca abelhas para o mel, os escuteiros de colônias tendem a vasculhar longe e experimentar a área em torno de uma colméia notavelmente uniforme, independentemente do tamanho da colméia. E isso, explicou Isaías, significa que eles são excelentes para manter o controle sobre a dinâmica dos ecossistemas flores de forma que mesmo um pequeno exército de estudantes de pós-graduação não pode.A peça-chave de dados abelhas coletam relaciona-se com o fluxo de néctar, que na região mid-Atlantic tende a entrar em uma explosão na primavera. Fluxos de néctar grandes, geralmente causadas por flores de tulipa de álamo e árvores de gafanhotos negros, deixar uma impressão digital inconfundível em colméias - um aumento rápido de peso colméia, por vezes, superior a 20 quilos por dia. Quando do término do fluxo de néctar, o oposto é verdadeiro: urticária começar a perder peso, às vezes em até um quilo por dia.Ao criar uma rede crescente de cientistas dos cidadãos que utilizam industrial porte balanças para pesar suas colméias a cada dia - HoneyBeeNet - Isaías tem como objetivo quantificar a dinâmica do fluxo de néctar ao longo do tempo. Apicultores participantes enviar seus dados para Isaías que a analisa, e postos de néctar gráficos de fluxo de tendências e outros dados ambientais para cada local de coleta na página web do HoneyBeeNet.O tamanho da HoneyBeeNet, que depende quase que inteiramente para os apicultores de pequena escala de quintal, dobrou no ano passado e agora inclui mais de 87 sítios de coleta de dados. Enquanto a maioria dos sites estão em Maryland, HoneyBeeNet agora tem unidades em mais de 20 estados.Dados da rede, quando combinados com dados adicionais que remontam à década de 1920, indicam que o momento dos fluxos de néctar da primavera sofreram mudanças extraordinárias. "A cada ano, o fluxo de néctar vem sobre uma anterior de meio-dia, em média", disse Isaías. "No total, desde os anos 1970, ele avançou em cerca de mês em Maryland."Isaías e Goddard colega Robert Wolfe recentemente comparou dados de fluxo de néctar HoneyBeeNet para dados de satélite que mede o "verde" anual da vegetação na Primavera, uma das primeiras vezes que os cientistas têm tentado tal comparação.Eles corresponderam quase perfeitamente, confirmando a utilidade dos dados do cidadão-ciência derivados de HoneyBeeNet para enfrentar mudanças nos fluxos de néctar.Qual é a culpa para a tendência de aquecimento notável em Maryland? Crescimento Washington tem certamente desempenhado um papel. Áreas urbanas, explicou Isaías, produzir uma "ilha de calor" efeito que faz com que as temperaturas em áreas circunvizinhas a subir. Mas, além disso, Isaías suspeita que a mudança climática está contribuindo também.E isso tem-lo nervoso. "Um mês é muito tempo. Se continuar assim, e os fluxos de néctar continuam a vir mais cedo, há um risco que os polinizadores pode acabar fora de sincronia com as espécies vegetais que eles polinizadas historicamente ", disse Isaías.Ele não é o único pesquisador que está olhando para este problema. As Academias Nacionais de Ciências publicou um relatório marco em 2007, que destacou a situação precária dos polinizadores na América do Norte.Muitos polinizadores, que vão das abelhas, para zangãos, para espécies menos conhecidas parecem estar em meio a declínios populacionais prolongadas. Colônias de abelhas administradas mel, por exemplo, viram os seus números cair de cerca de 5,9 milhões em 1947 para apenas 2,4 milhões em 2005.Na maioria dos casos, não está claro o que está causando os declínios populacionais ou se a mudança climática está agravando o problema, embora muitos pesquisadores suspeitar de que novos tipos de vírus, ácaros e outros parasitas e pesticidas são fatores importantes."Mas não é apenas as abelhas que precisamos estar olhando", disse May Berenbaum, um ecologista da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e principal autor do relatório das Academias Nacionais. "Para as abelhas, pelo menos podemos caminhão-los em torno ou alimentá-los quando há um problema. É das espécies selvagens da polinizadores, que são a maior causa de preocupação. "Abelhas, vespas, borboletas, e inúmeros outros insetos -, bem como alguns morcegos e aves, são a cola que mantém muitos ecossistemas selvagens intactas através da polinização. E os cientistas estão apenas começando a compreender as conseqüências potenciais que poderiam se desdobram os polinizadores e as plantas que dependem deles ficar tão longe, fora de sincronia que as extinções começam a ocorrer."Para pedir uma velha analogia que Paul Ehrlich usado frequentemente, com os polinizadores selvagens, perdendo uma espécie é um pouco como perder parafusos em um avião", disse Berenbaum. "Se você perder um pouco aqui ou ali, não é o fim do mundo, e seu avião ainda pode voar. Mas se perder muitos, em algum momento, todo o plano de repente pode se separar em pleno voo. "Na verdade, entomologistas mal começaram a tarefa de identificar os polinizadores selvagens, para não mencionar determinar definitivamente que as espécies estão ameaçadas ou como eles podem responder como as mudanças climáticas. Pesquisa Esais "oferece dicas sobre como as abelhas podem responder à mudança climática.Ainda assim, os cientistas estimam que existem mais de 30.000 espécies de abelhas diferentes apenas, e somente cerca de metade deles foram formalmente descritas.Apesar de apenas uma gota no balde proverbial mel, HoneyBeeNet é uma forma que os cidadãos podem ajudar os cientistas a entender melhor como a mudança climática está afetando uma espécie de polinizador. Alice Parks, um apicultor do quintal de West Friendship, Maryland, participou por dois anos. Ela comprou uma escala utilizada por apenas 26 dólares em um leilão, e pesa sua colméia a cada noite."Pesando pode ser uma tarefa às vezes", disse ela. "Mas é um projeto tão incrivelmente gratificante que vale a pena. Estou aprendendo muito sobre minhas abelhas que estão fazendo de mim um melhor apicultor, mas eu também estou contribuindo para um projeto maior que está ajudando os cientistas a resolver os problemas ambientais em escala global. "Fonte: http://www.nasa.gov/topics/earth/features/beekeepers.html


HOTÉIS ENTRAM NO NEGÓCIO APÍCOLA
Hotéis de luxo está usando no local para trazer colméias de mel de origem local para os clientes e para salvar as colônias diminuição de abelhas.- Convidados para o jantar de Ação de Graças em Carmel Valley Ranch pode esperar que o Central da Califórnia resort para servir um mel de uma refeição.O grande pássaro será regado a um rico castanho dourado em um esmalte de mel, maçã cidra e manteiga. E haverá bolos de mel de milho e um gelado elegante que é uma delicada mistura de mel aromatizado com lavanda. Os hóspedes podem dar graças por estes pratos doces para as abelhas de Monterey Peninsula, mais especificamente os 70.000 abelhas italianas de Carmel Valley Ranch (www.carmelvalleyranch.com), que trabalham horas extras para fornecer mel para o resort de 500 hectares de gama alta.O rancho de quatro colônias de abelhas são parte de uma nova tendência pululam na América do Norte e Europa Ocidental. É acompanhada pelo zumbido de milhões de abelhas, muitos deles vivendo nos telhados de hotéis urbanos americanos. De Honolulu para Paris e de Vancouver, no Canadá, para as Florida Keys, as abelhas fixaram residência em bordas de hotéis, telhados e varandas e estão ocupados fazendo o que sabem fazer melhor: polinizando plantas e fazer mel.As colmeias são parte de um movimento que a apicultura tem um propósito duplo: para salvar a espécie, que foi dizimado pela desordem do colapso da colônia, e para trazer hiper-local de mel para os hóspedes desses hotéis. Apicultura urbana vem crescendo em popularidade por vários anos. Opéra Garnier, da Ópera de Paris, manteve urticária zumbido no telhado para mais de um quarto de século.O Obamas saltou sobre o bandwagon no início deste ano quando serviam Ale Mel White House, casa-fabricada por seus chefs com mel da colmeia da Casa Branca.Mas o mais alto barulho vem da indústria da hospitalidade, onde hoteleiros encontraram no local colmeias outra ponta no movimento para abastecimento localizado. Hotéis estão adicionando colméias para as suas propriedades para a produção de mel orgânico para uso em uma variedade de áreas, desde tratamentos de spa para cocktails.No Deer Valley Montage em Park City, Utah - o Estado Beehive - méis de-leão e lavanda são populares e são servidos no Buzz, o café resort (www.montagedeervalley.com). Dezoito Hotéis Fairmont ter adicionado apiários, principalmente nos telhados. No Fairmont Washington DC, as colmeias são nomeados Casa Blanca, Casa Bella e Casa Bianca; no Fairmont Newport Beach, chef executivo Chad Blunston trabalha com apicultores para extrair o mel para uso no Restaurante Bambu, e no Fairmont San Francisco, 50.000 abelhas produzir mel para ser usado no serviço de chá da tarde.No mês passado eu fiquei no Fairmont Waterfront, em Vancouver, British Columbia, onde eu poderia olhar para baixo do meu quarto 20-chão e ver seis colmeias - e cerca de meio milhão de abelhas - no centro de um jardim de ervas no terceiro andar varanda. As abelhas foi calado sobre seu negócio dentro de 20 pés na piscina do hotel e dentro de 50 pés do gigantesco Centro de Convenções de Vancouver. Enquanto isso, eu costumava beliscar em uma seleção de trufas do hotel mel delicados, joelhos da abelha. Na sala de jantar, encontrei uma pequena jarra de mel sobre a mesa no café da manhã.Apesar do interesse em salvar as abelhas, seus números continuam a diminuir. Em março, as Nações Unidas soou o alarme, buscando esforços internacionais para salvar colônias de abelhas, que diminuíram em até 85% em algumas áreas, especialmente no Hemisfério Norte, industrializado de acordo com um relatório da agência ambiental da ONU.As causas: pesticidas, poluição atmosférica, parasitas, a perda de plantas com flores e um declínio na apicultores na Europa. "A humanidade forma gerencia ou mismanages sua natureza baseados em ativos, incluindo os polinizadores, que, em parte, definir o nosso futuro colectivo no século 21", disse Achim Steiner, diretor executivo da Organização das Nações Unidas, Programa de Meio Ambiente."O fato é que das 100 espécies vegetais que fornecem 90% dos alimentos do mundo, mais de 70 são polinizadas por abelhas."No grande esquema das coisas, os esforços dos hoteleiros de apicultura, provavelmente, não são "um ponto no radar para a produção de mel ou de entrada de polinização", disse Kim Flottum, editor da revista Cultura Bee."Mas o valor promocional supera em muito o valor de aplicação prática", acrescentou.Do ponto de vista da comunidade a apicultura, a tendência hotel é adequado porque "mantém as abelhas na frente das pessoas o tempo todo, e contou com uma luz muito positiva."A linha inferior, Flottum disse: "O hotel ganha, ganhar as abelhas, a apicultura ea vitória apicultores, a flora local prosperar, pessoas que nunca pensaram sobre onde a comida vem de obter um pouco de conhecimento sobre esse lado do negócio. É tudo de bom. "John Russo, o apicultor em Carmel Valley Ranch, não poderia concordar mais. Ele executa um programa, chamado de Experiência de abelha que apresenta convidados para a apicultura. "Quando as pessoas se entusiasmado com as abelhas, e querem ter suas próprias colméias, eu sinto que eu fiz alguns convertidos mais", disse ele. "É um sentimento fantástico."Fonte: http://www.latimes.com/


Extrato de própolis inibe crescimento do câncer de próstata

Redação do Diário da Saúde

Extrato de própolis inibe crescimento do câncer de próstata
O composto extraído da própolis não mata o câncer, mas interrompe sua proliferação por tempo indeterminado. Enquanto isso, ele pode ser tratado de forma menos agressiva com os medicamentos tradicionais. [Imagem: Wikimedia/Abalg]
Éster fenetil do ácido cafeico
Um medicamento natural, sem contra-indicações, extraído da própolis das abelhas inibe o crescimento do câncer de próstata, tanto em cultura de laboratório, quanto em tumores reais em cobaias.
Seu nome é "éster fenetil do ácido cafeico", ou CAPE (Caffeic acid phenethyl ester).
É um composto isolado da própolis, a resina utilizada pelas abelhas para remendar buracos em suas colmeias.
A própolis tem sido usada há séculos como remédio natural para as mais variadas condições, de dores de garganta e alergias a queimaduras ecâncer.
Interrupção do câncer por tempo indeterminado
Agora, pesquisadores combinaram métodos tradicionais de pesquisa do câncer com técnicas de ponta de uma área conhecida como proteômica para estudar a ação da própolis diretamente nas células.
Eles descobriram que a CAPE impede o crescimento do câncer de próstata em estágio inicial impedindo que o aglomerado de células tumorais detecte de fontes de alimentação.
"Quando você alimenta os camundongos diariamente com CAPE, os tumores param de crescer. Depois de várias semanas, se você parar o tratamento, os tumores começam a crescer novamente no seu ritmo original," disse o Dr. Richard Jones, da Universidade de Chicago (EUA).
"Ou seja, o composto não mata o câncer, mas basicamente vai parar por tempo indeterminado a proliferação do câncer de próstata," esclarece ele.
Inibição da alimentação
Os resultados sugerem que o composto da própolis interrompe a divisão celular, em vez de matar as células cancerosas.
"Parece que o CAPE basicamente inibe a capacidade das células do câncer da próstata para perceber que há alimentação disponível," disse Jones. "Elas param todas as assinaturas moleculares que sugerem a presença da nutrição, e as células deixam de ter a resposta proliferativa normal à nutrição."
A capacidade do composto para congelar a proliferação das células de câncer tornam-no um promissor co-tratamento, juntamente com as quimioterapiasdestinadas a matar as células tumorais.
O pesquisador alerta que serão necessários ensaios clínicos em humanos antes que o composto de própolis possa ser usado como medicamento receitado clinicamente.