quinta-feira, 30 de maio de 2013

ABELHA SEM FERRÃO NATIVA BRASILEIRA URUÇÚ CINZENTA OU TIÚBA (MELIPONA COMPRESSIPES FASCICULATA) POLINIZADORA DE PLANTAS CONFINADAS



Abelhas Nativas Como polinizadoras em Casas de Vegetação 




Giorgio Venturieri
Abelhas Nativas Como polinizadoras los casas de Vegetação
Experiências conduzidas na Embrapa Amazônia Oriental mostraram Mais um proveito oferecido Pela domesticação de Abelhas Nativas da Região. A especie conhecida Como Urucu-Cinzenta ou Tiúba (Melipona Compressipes fasciculata ) se adapta Bem em casas de Vegetação e PODE promover a polinização DE PLANTAS QUE estejam confinadas em AMBIENTES.
Entre OS Vegetais, E a polinização Que assegura a Geração de frutos, Sementes e a Reprodução. ESSE Processo Acontece Pela Troca de pólens Entre Duas Plantas da MESMA especie.A Transferência dessas Células reprodutivas de UMA flor A Outra PODE serviços promovida POR fatores Ambientais, Como o vento, OU Pela Ação de insetos e animais.
Algumas hortaliças, da Família das Solanáceas, não entanto, dependem de Abelhas vibradoras Pará a SUA Perfeita polinização. "E necessario de Isso Por Que OS Grãos de pólen dessas Plantas estao contidos Dentro de anteras em forma de cápsulas E, para São extraídos Pela Ação Vibratória Exclusiva de um Seleto grupo de insetos", explica o Pesquisador Giorgio Venturieri.
Entre como Plantas Que possuem ESSA peculiaridade estao o tomate e a berinjela, Alimentos Muito consumidos e Opaco, EM casas de Vegetação, encontram CONDIÇÔES Ideais de Produção. A Cobertura do teto evita o Excesso de Chuvas e como paredes cobertas com Tela impedem uma Presença de insetos de e animais indesejados.
According to Venturieri, parágrafo polinizar Plantas Que exigem Vibração NAS casas de Vegetação, Agricultores no Brasil em Geral si utilizam de Processos Manuais. "Mas a uruçu-Cinzenta E Muito Mais Eficiente Que certos metodos Artificiais", ressalta o Pesquisador. Ja na Europa, como São mamangabas fazer Gênero Bombus Que São empregadas nessa função, as APIs a Mais conhecida Produtora abelha de mel ( Apis mellifera ) Localidade: Não possui ESSA capacidade de vibrar.
O experimento com a uruçu-Cinzenta nenhum Ambiente confinado demonstrou Que ESSA abelha Nativa da Amazônia PODE promover a polinização das Plantas Que necessitam de Vibração Tão Bem Quanto como mamangabas fazer género Bombus . "Dessa forma, par se trabalhar Há com casas de Vegetação na Amazônia Localidade: Não è necessario importar polinizadores de outra Região, o Opaco colocaria em Risco o Equilíbrio fazer Ecossistema local. A abelha Nativa JÁ ESTA adaptada E O Seu Manejo e Mais Fácil, POIs Localidade: Não possui ferrão ", Afirma o Pesquisador.
Vinicius Soares Braga
Jornalista (MTb 12.416/RS)
Embrapa Amazônia Oriental
Contato com Imprensa: (91) 3204-1192
vinicius@cpatu.embrapa.br


                                                           VÍDEO


Matéria veiculada no Programa Sementes sobre a utilização de abelhas sem ferrão na polinização do tomateiro. O experimento é conduzido por uma equipe da Embrapa Amazônia Oriental.

Esta videoteca é mais um espaço para que você possa conhecer mais um pouco das tecnologias geradas pela Embrapa Amazônia Oriental, unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com sede em Belém.

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http://youtu.be/F1EXwM7n9-g
                                         
                                                                     
 

Pesquisador da Uema diz que Maranhão tem a melhor abelha tiúba do mundo

A cada ano que passa, cresce gradativamente o conceito dos pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), principalmente em trabalhos realizados com segmentos ligados à pesquisa científica de um modo geral. Na verdade, são ações que engrandecem o nome da instituição e contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado do Maranhão, nas mais diferentes áreas do conhecimento humano.
O mais recente estudo científico está sendo desenvolvido, com a abelha tiúba, pelo professor José Maurício Dias Bezerra, biólogo e geneticista do Departamento de Química e Biologia do Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais-Cecen da Uema, e tem chamado a atenção da comunidade científica uemiana. Trata-se de um trabalho inédito, pois pelo que se tem conhecimento, não há registros nos anais dessa Universidade de um outro experimento semelhante com essa abelha, no tocante à sua criação e manejo das colméias.

O pesquisador da Uema, Maurício Bezerra, diz que, “com o advento das novas tecnologias, você pode ter hoje um grau de resolução da análise morfológica do organismo muito grande, o que não acontecia antigamente por falta de computadores e equipamentos possantes”. Ele acrescenta ainda que, um dos trabalhos que está sendo realizado pela sua equipe diz respeito ao aspecto da morfometria nas abelhas tiúbas. “Como podemos discriminar, por exemplo, a população dessas abelhas no município de São Bento e como uma outra população delas se comporta em Balsas?”, pergunta o pesquisador da Uema.

“Para que possamos perceber essas diferenças morfológicas, que podem indicar diferenças genéticas e, que, às vezes, estão relacionadas ao ambiente onde elas {as abelhas} estão localizadas, além das diferenças climáticas e ambientais, necessitamos de recursos financeiros para aquisição de novos equipamentos”, avalia Maurício Bezerra.

Uma das novidades do trabalho de pesquisa com a abelha tiúba, de acordo com o professor Maurício, objetiva promover uma melhor adaptação das abelhas às suas colméias. “Aqui no Maranhão as pessoas criam abelhas nos mais diferentes tipos de colméias, e muita das vezes até em toco de árvores”, afirma. Mais adiante o professor Maurício ressalta: “nós queremos fazer uma colméia nacional, de modo que o melipolinicultor, que é a pessoa que trabalha com as abelhas sem ferrão, possa trocar material genético entre outros melipolinicultores, e, com base nisso, termos condições de avaliar quais são as colméias mais produtivas e as menos produtivas, para que possamos fazer um melhoramentoto grande, o que não acontecia antigamente por falta de computadores e equipamentos possantes”. Ele acrescenta ainda que, um dos trabalhos que está sendo realizado pela sua equipe diz respeito ao aspecto da morfometria nas abelhas tiúbas. “Como podemos discriminar, por exemplo, a população dessas abelhas no município de São Bento e como uma outra população delas se comporta em Balsas?”, pergunta o pesquisador da Uema.

Recentemente ao participar de um congresso nacional sobre Apicultura, tendo sido um dos palestrantes, o professor Maurício Bezerra relatou que os participantes desse congresso ficaram surpresos com a potencialidade da criação da abelha tiúba no Maranhão. Na ocasião, o pesquisador explicou que, de um modo geral, a maioria das abelhas sem ferrão, produzem de 1 a 2 litros de mel no máximo. Agora, ao se referir ao nosso estado, disse: “Tem caso aqui da tiúba no Maranhão, que chega a produzir de 10 a 18 litros de mel”. “Esta é uma potencialidade muito considerável e que merece um estudo mais aprofundado, e ainda por cima, porque o mel da tiúba é diferenciado em relação ao mel das outras abelhas, pois ele é mais ácido, menos enjuativo e mais saboroso do que os outros, por manter na sua essência o aroma da flor”, assegura o pesquisador da Uema, com a experiência de vários anos de laboratório nessa área.

De acordo com o professor, um dado curioso é que, “as abelhas africanizadas chegam a produzir cerca de 15 kilos de mel por ano, e aqui no Maranhão este número sobe para aproximadamente 100 kilos. E o que preocupa é que não sabemos nada ou quase nada da genética dessas abelhas”, declara. Ao concluir sua fala, o professor Maurício faz um apelo: “O Maranhão tem as melhores abelhas do mundo. Agora, precisamos é montar aqui na Uema um laboratório potente, para que possamos desenvolver melhor todo um trabalho sério e contínuo de pesquisa científica”.
Fonte: http://www.uema.br/noticias/noticia.php?id=2600                                      


27 / 05 / 2013Criação de abelhas nativas gera renda e combate o desmatamento na Amazônia

No cantinho da propriedade de Ivanildo Alves dos Santos, nos arredores de Manaus, há um espaço reservado para várias colmeias. As “caixinhas” são responsáveis pelo aumento e melhora na produção de frutas como abacaxi, urucum, açaí, graviola e coco. Só na cultura de açaí, a produção foi quase dobrada.
As abelhas nativas sem ferrão do gênero Melipona , típicas da região, estão entre os principais polinizadores da floresta amazônica. ” A produção de frutas aumentou e a qualidade também melhorou, elas estão mais doces”, disse ao iG Santos, dono de uma pequena propriedade rural de 13 hectares.
Além das frutas mais doces, o orçamento também foi engordado com a venda do mel. Diferente do mel comum, oriundo da abelha africana (Apis mellifera) e conhecido em todo o Brasil, o mel da abelha nativa produz um mel mais doce e mais nutritivo e também mais caro. Santos produz por ano 40 litros de mel, vendidos em Manaus por 50 reais o litro. A produção é baixa, pois estima-se que as abelhas sem ferrão produzam somente 10% que a abelha africana produz.
Sousa está seguindo uma nova tendência na região do entorno de Manaus. De acordo com o presidente da Associação de Melipolicultura de Manaus, o agricultor Sérgio Souza, são 80 associados e outros tantos produtores não associados.
“A produção de mel não é a atividade número um de cada produtor, mas é algo que está dando dinheiro e melhorando as outras culturas das pequenas propriedades”, disse Souza. O uso das abelhas ajuda a reverter os impactos do desmatamento. Ao voar de flor em flor, elas promovem o transporte do pólen e a reprodução das plantas.
Caixas para evitar a derrubada de árvore – Souza produz as colmeias, as mesmas usadas na propriedade de Santos. Isto porque naturalmente as abelhas nativas não constroem colmeias, elas produzem o mel nos troncos das árvores e para retirar o produto, seria preciso derrubá-las.
Mas uma caixa, que faz as vezes de colmeia, resolveu este problema. Na verdade é uma engenhoca com cinco caixinhas colocadas umas sobre as outras. Em cada compartimento fica depositado, o mel, as abelhas, o ninho e a lixeira, com fezes e abelhas mortas. Souza vende cada colmeia a R$ 200.
Um projeto coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas e com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) foi desenvolvido para incentivar o uso da meliponicultura na região. As colmeias desenvolvidas pelos pesquisadores do Inpa, ficaram conhecidas pelo nome do instituto e são até vendidas pela internet. (Fonte: Portal iG)

MEL DE ABELHAS NATIVAS BRASILEIRAS SEM FERRÃO CONQUISTA A ALTA GASTRONOMIA


Sabor de surpresa
Mel de abelhas sem ferrão conquista a alta gastronomia e vale até 15 vezes mais que o de Apis mellifera
por Janaina Fidalgo | Fotos Roberto Seba

Editora Globo
Abelhas nativas têm colônias menos populosas que as melíferas do gênero Apis. Produzem, portanto, quantidades bem menores de mel. Seletivas, não se adaptam facilmente a qualquer lugar, porque dependem intimamente do ambiente onde vivem, da variedade floral de sua região. Padecem ainda por serem praticamente desconhecidas pela maioria dos brasileiros. Seu produto nem sequer pode, legalmente, ser chamado de mel – denominação ainda restrita ao fabricado pela introduzida Apis mellifera. 

Mesmo com tantas adversidades, há produtores que preferem a meliponicultura à apicultura. Só é possível entender a escolha pelas meliponíneas, as abelhas sem ferrão, ao se provar o mel. Tanto que quem conhece não se importa de pagar mais caro por ele (alguns custam até 15 vezes o valor do mel de Apis). As diferenças de sabor e aroma são enormes. E ficam ainda mais perceptíveis quando o das nativas é comparado ao das Apis, degustados lado a lado. Ainda que o último tenha variações, de acordo com as floradas e a região de produção, sua alta concentração de açúcares (e, consequentemente, sua baixa umidade) faz dele um mel comum. Esse sabor ao qual todos nós estamos habituados. 
Editora Globo
Mel de mandaçaia (à esq.), tujuba (centro) e tujumirim (à dir.)
Por ter composição físico-química diferente, o mel das meliponíneas tem nuances capazes de surpreender o paladar. São méis complexos, com notas particulares de sabor e de aroma. “A primeira vez que provei um mel de abelha nativa tive aquela sensação de ter perdido uma parte da minha existência: até agora me esconderam isso?”, diz o gastrônomo Roberto Smeraldi, diretor da Oscip Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. “Sem dúvida é sua delicada acidez que o torna um ingrediente tão versátil, um verdadeiro amigo do cozinheiro. Das saladas às carnes, dos peixes às sobremesas, uma gotinha faz a diferença.” 
Editora Globo
Abelhas de uruçu-amarela em ação

ATALA É Fà
A acidez presente em todos, certamente sua característica mais marcante, torna esse mel um produto vivo, mutante com o decorrer do tempo, conforme seu estágio de maturação. Isso porque a concentração maior de água favorece a fermentação e abre espaço para usos até então impensados na cozinha. Essa “desestabilidade”, aliada ao apelo de ser um produto nativo, algo tão em voga hoje na gastronomia, é justamente o que fascina os chefs de cozinha brasileiros. 

Precursor na defesa do mel de nativas, o chef Alex Atala esporadicamente usa mel de jataí, de mandaçaia ou de tiúba em pratos do menu-degustação do restaurante D.O.M. O desejo, mesmo, é incluir variedades de méis de abelhas nativas na Retratos do Gosto, marca dedicada a ingredientes brasileiros de pequenos produtores, capitaneada pelo chef em parceria com a Mie Brasil. “Adoraríamos e um dia vamos trabalhar com mel de meliponíneas. Mas agora, sem legislação, não há como. Pensamos em colocar algum outro (de Apis), mas o Alex não quis de jeito nenhum. Ele quer o de abelha nativa”, diz o empresário Gustavo Succi, da Mie Brasil. “O Brasil padece com uma política alimentar feita por sanitaristas”, diz Atala à Globo Rural. 

Enquanto empecilhos burocráticos privam os brasileiros de comprar livremente o brasileiríssimo mel, pequenos produtores comercializam informalmente o ingrediente. Em São Paulo, o mais comum, com maior oferta, é o de jataí, um dos mais adocicados e com menor acidez – as colônias também se desenvolvem bem no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nas regiões Sudeste e Sul, encontra-se o de guaraipo, que tem um toque de frutas secas. Líquido e claro, o de mandaçaia ocorre principalmente no Nordeste e destaca-se por sua acidez elevada.